quinta-feira, 15 de novembro de 2012



Jesus e eu, a história:
Eis que um homem muito bem aparentado, muito bom e educado, inteligente e repleto de mais e mais virtudes, extremamente importante e cheio de afazeres, homem dos mais ocupados, estava a andar pela rua, quando de repente encontra uma menina, pobre menina... Machucada, vomitada, suja, fedorenta, com roupas rasgadas, como um bicho abandonado, cambaleante, infeliz... Os demais transeuntes nem notavam o péssimo estado em que a menina se encontrava, pois eles mesmos estavam igualmente desorientados e atribulados, sendo toda aquela desgraça normal aos seus olhos. E então, apesar de sua importância e muitos compromissos, esse bom homem, todos os dias, arranjava tempo e seguia pelas ruas observando atentamente toda aquela loucura. Com lágrimas, seus olhos iam ficando cada vez mais entristecidos. Chamava várias daquelas pessoas, para ajudá-las, mas a maioria delas, já tão destituídas de sobriedade, se esquivavam, achando que era ele o louco.
Mas ao passar pela menina, com a qual já tinha tentado conversar várias vezes, sem obter sucesso, querendo levá-la para casa para cuidar de suas feridas, daquela vez então foi ela quem o chamou. Ela, que por muito tempo permanecera orgulhosa e cheia de si, diante daquela condição agora inegavelmente miserável em que se encontrava, se ajoelhou, desesperada por socorro. E ele a abraçou, beijou sua testa, e prometeu cuidar dela para sempre, havendo o que houvesse, acontecendo o que acontecesse.  E talvez ela ainda não soubesse, mas ele verdadeiramente sempre velava pela sua palavra para a cumprir.
Nova casa, banho e roupas limpas. O pai do homem, igualmente bom e misericordioso, detentor de grande poder e humildade, a agregou a família, adotando-a como filha, com enorme alegria, celebrando até mesmo uma festa em sua chegada.
[...]
Pois bem. Então me vem essa sociedade, esse mundo de narizinho empinado, tão orgulhoso de suas mazelas, de suas tristezas, de sua melancolia, como uma cidade em ruínas, com seus sorrisos branqueados escondendo a alma cheia de dentes podres, vêm o mundo, o sabichão, o cético confuso que se esconde por detrás da ciência, o perdido, o transtornado, a infeliz que finge alegria, aquela outra que nem sabe quem é, o charmosinho sarcástico, a gastrônoma descolada que faz de conta que os doces alimentam a alma, o modista zen, o protegidinho da mamãe, o depressivo, a surtada,
vêm eles querer que eu tenha vergonha daquele que me livrou de ser como eles ainda são???
[...]
Muitas vezes as sujeiras de nossa casa mal iluminada ficam tão bem escondidas debaixo dos muitos tapetes, que as visitas nunca veem. Mas quando a cortina é aberta e as lâmpadas acesas, quando a Verdade ilumina tudo e revela onde antes não se podia enxergar... quantas coisas agora vejo e parece que ninguém vê, nelas mesmas e no mundo. Em mim, Deus me mostra todo dia; e me conserta, e me refaz, continuamente.
Vergonhoso para mim é ter vergonha de Jesus. Ele é na verdade o meu troféu, a minha medalha, o meu tesouro mais precioso, coisa indescritível, o que tenho de bom em mim. O autor da vida. Jesus é o meu Amor.
Como uma criança precisa agarrar na mão do pai para se sentir segura, eu preciso desesperadamente, todos os dias, segurar na mão de Deus. Se for para caminhar sem Jesus, eu, sinceramente, prefiro morrer. Porque a morte mesmo é viver sem Ele.

E quanto a você, que se ache lúcido e racional, o "Sr. ou Sra. Lógica", que ainda não descobriu sua total dependência dAquele que você brilhantemente calculou que não existe,
quando precisar, me fale,
que eu oro por você.


(Mas sinceramente, fale com Deus primeiro. E se acha que isso é loucura, experimente ser então esse louco que conversa com Jesus. Você enxergará o avesso da sua história.)

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